A presidenta Dilma
Rousseff, detentora de vários prêmios nacionais e internacionais, recebeu mais
uma premiação nesta terça-feira (13), no Congresso Nacional. A homenagem faz
parte dos atos comemorativos do Dia Internacional da Mulher (8 de março). Além de
Dilma, outras cinco mulheres foram agraciadas com o Prêmio Mulher-Cidadã Bertha
Lutz, concedido pelo Senado às mulheres que se destacaram na luta por igualdade
de gênero.
Ao
receber o prêmio, a presidenta Dilma disse se sentir “feliz e honrada” e
dedicou o prêmio às brasileiras que, segundo ela, lutam por igualdade de
oportunidade. “As nossas políticas serão focadas na igualdade de gênero. São 97
milhões de brasileiras com participação decisiva no processo de transformação
do país. Igualdade de oportunidade, de gênero, raça, etnia e social devem ser
obsessão deste País”, afirmou.
A
representante da bancada feminina na Câmara, deputada Benedita
da Silva (PT-RJ) lembrou
das lutas para a construção de uma Constituição “popular e cidadã”. Segundo
ela, aconteceram grandes reformas a partir da Constituição, mas, ainda hoje,
explica Benedita, as mulheres brasileiras continuam lutando por espaços “nas
fábricas, escolas, nos quilombos, universidades e, principalmente, na
política”.
Benedita
defendeu também paridade de gênero na reforma política em debate na Câmara.
“Queremos uma reforma política inclusiva, que contemple a participação
paritária das mulheres. É isso que estamos buscando”, revelou Benedita.
Para
o líder da bancada do PT, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), o diploma concedido à presidenta
também representa o reconhecimento da luta “incansável” de milhões de
brasileiras. “A presidenta Dilma tem dado mostras, a todo o momento, que merece
essa valorização. Ela é a presidenta de todo o povo brasileiro, mas que tem um
olhar feminino na condução do país”, ressaltou.
O
presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), reverenciou a luta das mulheres e
conclamou o parlamento a incluir dispositivos na proposta da reforma política
em debate na Câmara, que amplie a presença feminina. “Das 513 cadeiras de
deputados, apenas 35 são ocupadas por mulheres. A reforma política deve
promover a inclusão”, defendeu.
Marco
Maia disse que apesar do parlamento ser composto, em sua maioria, por homens,
há, segundo ele, a sensibilidad em debater e aprovar propostas que contemplem a
questão de gênero. Ele destacou a aprovação, na semana passada, do projeto que
equipara o salário de homens e mulheres que exercem as mesmas funções. Marco
Maia lembrou, também, que tramitam na Câmara 134 propostas que beneficiam as
mulheres.
Bertha
Lutz – A paulista Bertha Maria Júlia Lutz nasceu em 1894. Ela tornou-se
referência feminina pela sua luta pelo direito ao voto feminino. Ela fundou, em
1919, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. Além disso, representou
as brasileiras na assembleia-geral da Liga das Mulheres Eleitoras, nos Estados
Unidos. As mulheres conquistaram o direito de votar em fevereiro de 1932.
Benildes Rodrigues
