2011 já se vai, e com ele as lições e
os resultados do que deixamos para traz. Passou virou história. Foi o ano da
ressureição da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Começou na verdade
um pouco antes, na metade de 2010 com a chegada de alguns companheiros como o
Nelson, o Idel, a Bia. Mas a decisão da nossa Presidenta de designar a
diretoria da ECT no mesmo dia que o Ministro das Comunicações foi o primeiro
sinal de que tínhamos novos horizontes para a ECT e os ecetistas. Aliás, a
indicação do Ministro Paulo Bernardo foi também essencial para o ressurgimento
da nossa empresa. O baque dos nossos adversários foi tão grande que teve quem
confundiu Wagner Pinheiro com Walter Pinheiro Senador do PT da Bahia. Recebemos
Diretores e depois os Vices Presidentes que embora não tenham filiação
partidária tem mostrado compromisso público com a ECT. Fuschino, Glória, Lepka,
Jefferson só vieram somar aos que aqui já estavam. Pela primeira vez desde que
o PT assumiu o governo da nação ocupamos o comando das regionais e desalojamos
alguns parasitas que insistiam em ter a estrutura da empresa debaixo de suas
asas. Alguns paradigmas foram quebrados. A mudança do MANPES em Janeiro deu
abertura e acesso as funções para todos os empregados. Abrimos a reserva de
mercado e possibilitamos que companheiros e servidores públicos pudessem vir a
trazer suas contribuições para o crescimento da ECT. A aprovação da MP 532, tão
necessária, foi vista pelos nossos companheiros do movimento sindical como
privatização, talvez porque estavam acostumados com os jeitinhos das gestões
anteriores onde nada acontecia, tudo ficava só no Gogó. Um novo estatuto para
geração, facebook, tablet, smarts e tantas outras tecnologias, para enterrar o
velho estatuto das fardas verdes olivas que se esgotou com tempo. Estatuto esse
que havia sido criado antes do surgimento fax que já é peça de museu. 2011
marca a história da ECT pela gigantesca parceria com outro ícone do serviço
público, o Banco do Brasil. Chega de trabalhar para banco que só visava lucro.
É ano para dizer que uma empresa desse tamanho precisava ter comando, e foi
assim que se determinou duas negociações de PLR, algo inédito nas relações de
trabalho dos Correios. Momento de mostrar responsabilidade com a coisa pública
e suportar com firmeza 28 dias de greve. Inédito o Concurso Público que bateu
todos os recordes de certame desse tipo no Brasil. Hum milhão e quinhentos mil
inscrito, mostra o prestígio e a importância que essa instituição tem no
Brasil. Ano de realização de um planejamento estratégico que mostra que essa
nau tem rumo e sabe onde quer chegar.
Muito ainda será feito em 2012. Estudos
para a área de operações vão nos posicionar melhor no cenário nacional
concorrencial. Os investimentos que neste ano ainda foram poucos diante da
nossa necessidade, virão com mais força e proporcionarão melhores condições de
trabalho. Equipamentos adequados deverão chegar para possibilitar o suporte
necessário a área administrativa da empresa. A qualidade operacional é fruto de
preocupação e já tem gente pensando nisso. Um projeto de Educação já está em
andamento e teremos uma das melhores Universidades Corporativas do Brasil. O
projeto das franqueadas vai finalmente sair do papel e depois de décadas no
forno teremos parceiros franqueados regularizados e contribuindo para uma
empresa cada vez mais forte.
Enfim daremos a volta por cima sim.
Talvez 2012 ainda não seja o auge do que queremos e projetamos, mas já
conseguiremos visualizar esse novo caminho. Mudar um grande navio de rumo não é
fácil, demora, mas com nossos timoneiros determinados começaremos a construir o
melhor Correio de todos os tempos. Quem viver verá.
Grande abraço a todos e a todas que contribuíram
para nosso crescimento enquanto grupo. Nossa peleia não tem trégua. 2012 é
todos a postos para cumprirmos a nossa grande missão de colocar a ECT no mais
alto posto entre
as instituições publicas desse país.
João Avancini
