quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dia de Luta contra a Aids: Campanha do Governo vai focar jovens



Para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro, o Ministério da Saúde lança nesta quinta-feira, em Brasília, a campanha nacional "A aids não tem preconceito. Previna-se". O público priorizado pela campanha está entre jovens gays de 15 a 24 anos. Segundo o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado na segunda-feira (28) , ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população gay de 15 a 24 anos teve aumento de 10,1% . O Boletim Epidemiológico aponta ainda que o investimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de Aids no Brasil. 

Para o líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), que tem histórico de luta no combate à Aids, o Brasil avançou muito e dá um exemplo para o mundo no enfrentamento da doença, mas é preciso intensificar o combate da Aids entre os jovens. "Existem gerações mais jovens que não viveram o começo da epidemia e ainda não conhecem os seus problemas. Então, é preciso um olhar especial sobre esse segmento mais vulnerável", ressaltou.

Em 2010, o deputado Paulo Teixeira recebeu o certificado de responsabilidade social emitido pelo Fórum Ong/Aids do estado de São Paulo, de reconhecimento do trabalho na luta contra a Aids. Em 1996, quando exercia o cargo de deputado estadual, Paulo Teixeira apresentou uma representação ao Ministério Público exigindo que os portadores de Aids recebessem gratuitamente o "coquetel" de medicamentos, tornando São Paulo o primeiro estado do Brasil a distribui-lo gratuitamente. Pioneira, a ação posteriormente fez com que o direito fosse estendido a todos os brasileiros.

Como deputado estadual, Paulo Teixeira foi autor do projeto de lei que regulamentou o atendimento dos planos de saúde, combatendo abusos contra os portadores de HIV/AIDS e garantindo cobertura a todos os tipos de enfermidade. Já quando secretário de Habitação e Desenvolvimento de São Paulo, Teixeira garantiu uma cota de unidades habitacionais para os portadores de HIV/AIDS.

O deputado Chico D'Angelo (PT-RJ), presidente da Frente Parlamentar HIV/Aids, reiterou que o Brasil tem política pública no enfrentamento da doença, que é referência mundial. "E o papel da Frente Parlamentar é trabalhar junto com o governo federal e os movimentos organizados no sentido de garantir os recursos para as ações de combate à Aids e, também, no combate ao preconceito e à discriminação dos portadores do vírus", frisou.
Gizele Benitz

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Governo Libera R$ 99,9 milhões para Reestruturar Hospitais Universitários

O Ministério da Saúde fixou recursos no valor de R$ 99,9 milhões para investimento na reestruturação tecnológica de 87 hospitais universitários federais. A portaria foi publicada nesta terça, 29, no Diário Oficial da União.

O Fundo Nacional de Saúde deverá providenciar a transferência do montante ainda este mês. Os recursos vão financiar a aquisição de equipamentos médico-hospitalares e a execução do plano de trabalho.

A medida faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, que dispõe sobre o financiamento compartilhado dessas unidades pelos ministérios da Saúde, da Educação e do Planejamento.

Em outra portaria, o Ministério da Saúde habilita municípios a receberem recursos destinados à aquisição de equipamentos e material permanente para estabelecimentos de saúde, como parte dos programa de Atenção Básica de Saúde, da Assistência Ambulatorial e Hospitalar Especializada e da Segurança Transfusional e Qualidade do Sangue e Hemoderivados.

Do estadão.com.br

Ministra vai a sepultamento de vereador assassinado


Ministra Ideli Salvati viajou de Brasilia para Chapecó. Para acompanhar o sepultamento do vereador Marcelino Chiarello, do PT, assassinado ontem em sua residência, de acordo com investigação da Policia e laudo médico.
O presidente estadual do PT, José Fritsch, chegou ontem a noite, depois de ter acionado a direção nacional do partido para que haja uma investigação rigorosa sobre autoria do crime.
O sepultamento do líder petista ocorreu hoje as 14 horas.
Mossas sinceras homenagem a este valoroso companheiro e expressivo líder de nosso partido, é uma perda irreparável para a defesa da sociedade de Chapecó e região.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Polícia Civil Investiga Morte do Vereador Chiarello do PT.


Segundo a polícia, modo como o corpo estava indica possibilidade de homicídio
Foto: Câmara de Vereadores de Chapecó/Divulgação

A Polícia Civil em Chapecó, oeste catarinense, investiga a morte do vereador Marcelino Chiarello (PT). O parlamentar foi encontrado enforcado em sua casa pouco antes do meio-dia desta segunda-feira, mas a investigação não descarta a possibilidade de homicídio.
Um dos delegados que acompanha o caso, Alex Passos, não quis dar detalhes, porém afirmou que o modo como o corpo foi achado indica que Chiarello possa ter sido assassinado. "Não descartamos nenhuma possibilidade", disse Passos. O delegado adiantou, todavia, que não havia sinais de luta na residência.
O corpo está no Instituto Geral de Perícias (IGP) e deve ser velado na Câmara de Vereadores a partir das 19h.

domingo, 27 de novembro de 2011

“A República, o feriadão e a Globo”, por Elói Pietá


(Arte Ricardo Weg - PT)


No Jornal Nacional da TV Globo, o noticiário mais assistido do Brasil, na terça-feira (15 de novembro) não houve nenhuma referência aos 122 anos da Proclamação da República, razão do feriado que multidões de brasileiros emendaram.


Quanta gente ficou sabendo o motivo do feriado? Ouvi um taxista dizer que era o dia da Bandeira. Que aproveitamento houve da data para chamar a atenção sobre os grandes temas da democracia brasileira? Nenhum.
Se tivéssemos aqui uma espécie de BBC, um conjunto de canais públicos de TV que se destacam na Inglaterra por grande audiência e grande qualidade, certamente o nível da cultura e da democracia brasileira seria maior. Não cabe interferir na programação e no conteúdo da Globo, que apresenta programas de grande qualidade, como a matéria no mesmo Jornal Nacional sobre a história do tráfico de drogas nas favelas do Rio. Trata-se de ter uma concorrência à altura, de qualidade, encarada pelo setor público, que tem vocação diferente do setor privado. Jamais com a chatice da Voz do Brasil, não com a programação arrastada da TV Brasil, nem com a grade ora infantil ora elitista da TV Cultura (que na hora de um jogo da seleção brasileira apresenta algum debate no Café Filosófico sobre o papel do riso). Os lobbies do setor privado da notícia sempre se deliciaram com este tipo aborrecido de comunicação. E com os mirrados orçamentos estatais para os canais públicos de TV.
A BBC surgiu, como outras emissoras públicas na Europa, procurando cultivar cidadania, democracia, arte, moral, ao tempo em que veiculavam informação, seja qual fosse o objetivo ideológico- estratégico na primeira metade do século passado, marcado pela disputa capitalismo-socialismo e pela disputa entre si dos países europeus. A sua autonomia do governo sempre foi uma batalha, às vezes mais bem sucedida, outras vezes menos. 
Diferente foi o caminho brasileiro onde o setor privado se impôs soberano no mundo da televisão. As emissoras comerciais surgiram para arrecadar lucros, e, portanto tratar sua audiência como consumidores, procurando incutir neles novas necessidades materiais e os valores individualistas e consumistas.  E depois se descobriram como empresas donas de muito poder sobre a sociedade, sobre o Governo, sobre o Congresso, sobre o Judiciário.
A democratização dos meios de comunicação no Brasil significa universalizar e impulsionar a imensa criatividade da cultura brasileira, atender à pluralidade do pensamento, difundir as diferentes ideias políticas, buscar um equilíbrio objetivo no que é informado e na maneira como o é.
No caso do feriado da República, daria para ter colocado em cena o papel das Forças Armadas em nossa história, já que a República foi uma transição por cima, um golpe militar que derrubou o Império desgastado por vários motivos, entre eles, a abolição da escravidão um ano antes. Daria para ter lembrado a revolta de Canudos, uma confusão entre revolta social, religiosidade e monarquismo. Daria para lembrar as eleições de presidente da República em que as mulheres e os analfabetos eram proibidos de votar e então só uns 3% de brasileiros escolhiam o presidente. Daria para ter lembrado as fases doloridas da República: República Velha, ditadura Vargas, redemocratização, ditadura militar, transição do Colégio Eleitoral, República atual, etc.  Tem muitos filmes bons com passagens sobre isso, tem muitos registros históricos (quadros, fotos, áudio-visuais), tem bons debatedores, há muita polêmica.
Alguém dirá: mas já temos as TVs educativas. Só que elas que surgiram como espécie de telecursos nada atrativos, com sinal de diminuta potência, chamadas de educativas para mostrar ao poder privado que não eram TVs completas. Apesar dos avanços tecnológicos, um estranho fenômeno ainda é atual: a dura luta para ver com nitidez as TVs públicas, que aparecem com qualidade de muitos anos atrás, ofuscadas pela clareza, beleza e brilho das TVs privadas. Em São Paulo vejo uma beleza de imagem e som nos canais abertos da Globo, SBT, Record, etc, e sofro com a imagem e o som ruins da Cultura. Em Brasília, a mesma decepção com a TV Brasil. A pobreza de periferia reservada para as TVs públicas não ocorre por acaso. É caso pensado. É a arrogância do setor privado impondo-se à humildade temerosa do setor público.
Se tivesse uma TV pública com a mesma qualidade e audiência da Globo, na reunião de pauta do Jornal Nacional no dia seguinte ao feriadão da República, alguém ia ter um puxão de orelha. Não porque o governo tivesse interferido. Porque o público brasileiro teria gostado da TV pública, e porque os anunciantes da TV privada teriam reclamado da queda de audiência.
Estamos atrasados em décadas com este sistema manco de comunicação. Temos que fortalecer o sistema público para concorrer com o sistema privado. Vimos o quanto isso é importante no setor bancário, para contrabalançar o poder da finança privada na economia. E quando se trata do espírito, da informação que fundamenta opiniões e ações? Precisamos de um país mais republicano do que este que temos. 
Elói Pietá é secretário-geral do Partido dos Trabalhadores

Franklin Martins destaca razões para Brasil ter marco regulatório


O ex-ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, destacou cinco pontos que justificam o uso de um Marco Regulatório – atualizado - no Brasil. De acordo com ele o texto atual é ultrapassado e não incorporou diretrizes aprovadas em 1988. Ele também destacou que a Constituição traz em sua base todos os elementos questionados nesse debate – desde o controle de conteúdo até a utilização da comunicação como mercadoria, e não como serviço.
“Como não é claro, moderno e prático, área das com comunicação eletrônica entrou em um verdadeiro Faroeste Caboclo, onde vale tudo”, disse ao tratar do terceiro elemento aspecto em jogo nesse debate.
O ex-ministro ressaltou também que a convergência nas mídias eletrônicas e a confusão do que é sinal aberto e o que é sinal fechado não existiram se essa regulação fosse colocada em prática – gerando a confusão entre radiodifusão e telecomunicações.
Por fim, Franklin destaca que a “sociedade de comunicação e do precisa de um marco regulatório para sua própria organização”. “Não há nada, absolutamente, que impeça a liberdade de expressão hoje no Brasil. Na verdade, essa é uma tentativa de interditar esse debate público aberto e transparente. Pra mim essa [questão] não é conveniência, é algo visceral”, complementa.
Pontos Centrais
Segundo Franklin, são pontos centrais: garantia da liberdade de imprensa; democratização da oferta – evitando a centralização do comando dos veículos; a complementariedade dos sistemas público, privado e estatal; promoção da cultura nacional e regional; a separação entre produção e distribuição; a universalização do acesso e a liberdade de Internet.
Para o professor da ECA-USP, Dennis Oliveira, o sistema tal qual é hoje afeta a sociedade diretamente em dois pontos: criminalizando alguns grupos – como é o caso dos movimentos de moradia; e deslegitimando outros, como políticos e outros tantos grupos sociais. “Precisamos pensar esse debate em um conceito de Democracia, para que efetivamente a gente radicalize do Estado brasileiro”, conclui.
Para o presidente da Fenaj e membro da coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Schroeder, o debate tem uma importância estratégica. “A Constituição precisa ser regulamentada e que precisamos avançar nela”.
E completa falando sobre a Confecom: “A vitória maior foi ter conseguido superar um mito impeditivo que existia no país, não se falava de comunicação no Brasil. Esse cenário mudou hoje e devemos ao ex-presidente Lula, que lançou esse debate”, atribui. Ele também colocou a disposição do PT, 20 pontos levantados e debatidos no Encontro para adoção do governo nesse processo de formação democrática.
Sergio Amadeu, sociólogo e doutor em Ciências Políticas pela USP, trouxe a visão dos pesquisadores das redes digitais para a mesa. Prova da importância dessa parcela da população, os internautas, foi o pico de três mil acessos à TVLD pouco antes das 13 horas e a retransmissão do sinal para diretórios em quatro outros estados.
Amadeu falou da questão internacional, em um panorama que mostra que a prática é muito comum em outras cidades – todas elas muito desenvolvidas, o debate do marco civil, importante do ponto de vista da organização e distribuição do diálogo nas diferentes camadas sociais e a infraestrutura de rede – de acordo com ele, o maior desafio do país hoje. “As operadoras de tele põe uma espécie de “pedágio” nas redes, rende censura de tráfego na Internet. Não podemos deixar cyberespaço sair de seu lugar comum para se tornar um espaço de mercado”, avalia.
Na conclusão da mesa, o presidente Nacional do PT, deputado Rui Falcão afirmou que todos os pontos debatidos serão discutidos junto à bancada e que a atividade cumpriu ao que se propunha. “Independentemente das interpretações que sairão daqui hoje, para mim essa atividade foi um sucesso e vamos acelerar e fortalecer essa luta tanto quanto for possível”.

sábado, 26 de novembro de 2011

Ao Menos 58 mil Mulheres Denunciaram Violência em 2011

Nesta última sexta-feira (25/11) é comemorado o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999. O dia homenageia três irmãs ativistas políticas latino-americanas (Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal) que foram assassinadas em 1961 pela ditadura de Leonidas Trujillo (1930-1961), na República Dominicana.

No Brasil, a data será celebrada, na Bahia, com a reafirmação entre os governos federal e estadual do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, já assinado por 24 Estados e que definiu o Estado como principal responsável no combate a esse tipo de violência.

“A violência contra as mulheres não é apenas uma questão das mulheres, mas sim de toda a sociedade. Com o Pacto, os governos federal, estaduais e municipais têm responsabilidade pública no enfrentamento a essa violência”, afirma a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), Nilcéa Freire.

Segundo dados da SPM, atualmente existem 889 serviços especializados para atender mulheres vítima de violência, sendo 464 delegacias, 165 Centros de Referência, 72 Casas-Abrigo, 58 defensorias e 21 promotorias especializadas, além de 12 serviços de responsabilização e educação do agressor. Após a criação da Lei Maria da Penha, foram criados 89 juizados especializados em violência doméstica e familiar.

Em agosto deste ano, a Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosas as punições contra quem agride mulheres, completou cinco anos de existência. Na ocasião, a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes defendeu a lei
que recebe seu nome.

“Sempre foi dado ao homem o direito de ser superior a mulher. Essa lei veio para equiparar os direitos”. A lei foi criada para encorajar mulheres a denunciar a violência no ambiente doméstico.

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 530.542 ligações até outubro deste ano. Ao todo, foram contabilizados 58.512 relatos de violência – 35.891 de violência física; 14.015 de violência psicológica; 6.369 de violência moral; 959 de violência patrimonial; 1.014 de violência sexual; 264 de cárcere privado; e 31 de tráfico de mulheres.

Um dos dados que mais chama a atenção, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, é o que mostra que a violência moral e a violência psicológica, juntas, representam 34,9% do total de ligações.

O balanço revela ainda que a maior parte das mulheres que entrou em contato com o Ligue 180 e que é vítima de violência tem entre 20 e 40 anos, ensino fundamental completo ou incompleto e convive com o agressor há pelo menos dez anos. Ao todo, 82% das denúncias são feitas pela própria vítima.

Ainda segundo o levantamento, 44% das mulheres que entraram em contato com o serviço declararam não depender financeiramente do agressor e 74% dos crimes são cometidos por homens com quem as vítimas possuem vínculos afetivos/sexuais (companheiro, cônjuge ou namorado).

Em números absolutos, o Estado de São Paulo lidera o ranking nacional com 77.189 atendimentos, seguido pela Bahia (53.850) e pelo Rio de Janeiro (44.345).

Quando considerada a quantidade de atendimentos relativa à população feminina por Estado, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 792,6 atendimentos para cada 100 mil mulheres, seguido pelo Pará (767,3) e pela Bahia (754,4).

Entre abril de 2006 e outubro deste ano, o Ligue 180 registrou 2.188.836 atendimentos. Desde janeiro de 2007, quando o sistema foi adaptado para receber demandas sobre a Lei Maria da Penha, a busca por esse tipo de serviço totalizou 438.587 ligações.

De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Central de Atendimento à Mulher é um serviço de utilidade pública de emergência, gratuito e confidencial, que funciona 24 horas todos os dias da semana – inclusive finais de semana e feriados.

É o Brasil lutando contra a violência !

Fonte Último Segundo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PT vai pedir cassação de Bolsonaro



O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), anunciou que o partido vai enviar representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara para pedir a cassação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O pedido baseia-se nas declarações preconceituosas feitas pelo deputado no plenário da Câmara na quinta-feira (24), quando atacou a presidenta Dilma Rousseff por causa das políticas federais contra a homofobia.
" É um caso grave e merece a análise da Casa para a cassação do mandato. Ele é reincidente", disse o líder.
Em nota, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, repudiou com veemência a nova manifestação preconceituosa, discriminatória e homofóbica de Bolsonaro (PP-RJ), atacando "os programas federais contra a homofobia e agindo com total desrespeito à pessoa da presidenta Dilma Rousseff".

"O PT reafirma com orgulho suas bandeiras históricas contra qualquer tipo de discriminação e preconceito. Esta deve ser uma luta permanente de toda a sociedade que se queira democrática, tolerante e que respeite as diferenças, como, aliás, é da tradição cultural brasileira", diz a nota.

O deputado Marcon (PT-RS) pediu para que a fala de Bolsonaro fosse retirada do site da Casa, o que aconteceu. "O deputado é reincidente na quebra de decoro parlamentar. Está passando da hora de a Câmara adotar providências, dando um basta a essas agressões que não condizem com o processo civilizatório, com o papel de um parlamentar e tampouco com a democracia", disse Marcon. "O deputado direitista tem saudades dos anos de chumbo da ditadura militar e não se conforma com o fato de Dilma ser a comandante das Forças Armadas", completou.

Distúrbio psíquico - Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), o caso de Bolsonaro indica evidências de distúrbio psíquico. " Ele tem uma fixação em temas relacionados à orientação sexual que não é supostamente a dele e chega e beirar um quadro clinico. Nos deixa imaginar que tem algo mal resolvido nesta área, possivelmente necessita de tratamento clínico", disse Ferro.

O parlamentar do PT observou que a atitude de Bolsonaro no plenário, a fazer insinuações contra a presidenta Dilma Rousseff, constitui violação à conduta ética e parlamentar. Bolsonaro, conforme lembrou Ferro, já foi alvo de outras ações por suas manifestações de intolerância a pessoas, grupos sociais e instituições.

"Ele já passou dos limites, precisa ser punido pela Câmara", disse Fernando Ferro. Ele afirmou que a Constituição assegura a livre manifestação de opinião, mas há limites. "Não se pode pregar a pena de morte, a intolerância religiosa e sexual , entre outros temas que contrariam as convenções assinadas pelo Brasil em favor da proteção e promoção dos direitos humanos", disse o parlamentar.

Bolsonaro é mais conhecido por suas declarações polêmicas, de cunho homofóbico e antidemocrático, do que por uma relevante produção legislativa.

Equipe Informes

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dilma Sanciona Lei que Cria Comissão da Verdade
























Com a Lei do Acesso à Informação e Comissão da Verdade, Brasil avança na consolidação da democracia

O governo brasileiro deu na última sexta-feira (18) um significativo passo para tornar o Estado ainda mais transparente e democrático. Numa cerimônia concorrida, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei do Acesso à Informação, que regulamenta a consulta de documentos públicos, e a lei que institui a Comissão Nacional da Verdade, que vai apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.

São leis, explicou a presidenta, que consolidam a democracia e tornam o Estado brasileiro mais transparente, garantindo o acesso à informação, o direito à memória e à verdade, e o pleno exercício da cidadania. Elas colocam o Brasil num patamar de subordinação do Estado aos direitos humanos. O cidadão ganha mais poder de controle e fiscalização.

"O que era lei de sigilo se torna de lei acesso à informação. E nenhum ato ou documento que atente contra os direitos humanos poderá ser colocado sob sigilo. Essa é uma conexão decisiva com a lei que cria a Comissão da Verdade. Uma não existe sem a outra", disse a presidenta.

Na presença de familiares de desaparecidos políticos, convidados para a cerimônia no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma afirmou que a Comissão da Verdade é uma homenagem aos que lutaram pela democracia nos anos de arbítrio. Seu dever é resgatar a verdade para que as gerações futuras conheçam o passado do Brasil e para que "os fatos que mancharam nossa história nunca mais voltem a acontecer".

Segundo Dilma Rousseff, outros países que viveram sob ditaduras também resgataram a verdade sobre o passado por meio de comissões semelhantes. O momento histórico do Brasil chegou, mas sem revanchismo.

"O Brasil se encontra consigo mesmo. Sem revanchismo, mas sem a cumplicidade do silêncio. Um país vitorioso de um povo vitorioso que tem hoje o privilégio de viver em sólida democracia que foi construída por muitos que lutaram, por muitos que resistiram. A lei do acesso à informação e a lei que institui a Comissão da Verdade se somam ao esforço e à dedicação de gerações de brasileiros e brasileiras que lutaram e lutarão para fazer do Brasil um país melhor, mais justo e menos desigual, brasileiros que morreram, que hoje homenageamos não com processo de vingança mas através do processo de construção da verdade e da memória."

Foto: Roberto Stuckert Filho
Fonte: Blog do Planalto


Correios é parceiro na consolidação dos direitos humanos e no combate às desigualdades



Os Correios deram nesta terça-feira (22) um importante passo para a consolidação de políticas públicas sobre direitos humanos no Brasil. O I Fórum dos Direitos Humanos e da Igualdade de Gênero e Raça dos Correios foi criado para contribuir com o fim de desigualdades e preconceitos históricos ainda existentes no país.
Este fórum tem o objetivo de gerar reflexão sobre temáticas de gênero, raça, orientação sexual, pessoa com deficiência, igualdade de relações no trabalho, entre outros assuntos. O evento é fruto do trabalho integrado dos Correios com as secretarias de Direitos Humanos (SDH), de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e de Políticas para as Mulheres (SPM), todas vinculadas à Presidência da República.
De acordo com o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, a empresa investe fortemente na inclusão, pois ela é um retrato vivo da nação brasileira, uma síntese de um perfil multicultural, onde estão representadas todas as raças, credos e culturas que compõem a diversidade humana.
“As nossas agências, os nossos uniformes, os nossos selos, a nossa infraestrutura, enfim, as nossas campanhas de mobilização, todas elas serão novas ferramentas à disposição do governo federal para implementar as políticas de valorização dos direitos humanos e da igualdade racial e de gênero, bem como para combater e inibir todas as manifestações de preconceito e discriminação”, afirmou Wagner Pinheiro.
Cooperação - Na abertura do evento, os Correios assinaram acordo de cooperação técnica com a SDH, visando à implementação de ações em prol dos direitos humanos, tais como afixação nas agências dos Correios de cartazes com fotos de crianças desaparecidas; a mobilização dos carteiros para atuarem como agentes de cidadania; a garantia de que todos os funcionários tenham suas relações estáveis, sejam homoafetivas ou heteroafetivas, reconhecidas para fins de benefícios sociais e previdenciários, entre outras atividades conjuntas.
Os Correios também assinaram o termo de cooperação aos Princípios de Empoderamento das Mulheres - Igualdade Significa Negócios, uma iniciativa conjunta do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e do Pacto Global das Nações Unidas, em prol da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres no ambiente de trabalho, no mercado e na comunidade.
Levantamento realizado pelos Correios, em dezembro do ano passado, aponta que, entre 107 mil empregados entrevistados, 42,8% se declararam negros e 55%, brancos. Segundo a pesquisa, há 23,5% de mulheres na empresa.
Autoridades – Também estiveram presentes na abertura do fórum as ministras da SEPPIR, Luiza Bairros, da SDH, Maria do Rosário, e da SPM, Iriny Lopes.
Luiza Bairros elogiou a atual gestão dos Correios, que em tão pouco tempo tem desenvolvido um bom trabalho na área de direitos humanos. “Do ponto de vista institucional, simbólico, nós temos todas as condições criadas para fazer um grande trabalho. Um trabalho que já começou, mas que com certeza precisa, nos próximos anos, se afirmar para que os Correios se afirmem e se reafirmem como uma instituição, uma empresa pública representativa da diversidade da sociedade brasileira”, enfatizou Luiza.
Maria do Rosário destacou o papel das três secretarias, que têm um importante significado para o Brasil, “pois juntas são responsáveis por agir para que o governo federal posicione suas prioridades com um olhar para os direitos humanos, igualdade de gênero e igualdade racial”. Segundo ela, a assinatura do termo de compromisso assinado com os Correios possibilitará que toda a população tenha acesso a direitos que lhe foram negados ao longo da história.
Como exemplo da exclusão, citou que atualmente 8% da população brasileira não possui registro civil de nascimento. Uma das ações do acordo é ajudar a zerar este índice já em 2012. “Como chegar a lugares em que não há cartórios? Em que não há autoridades constituídas, às regiões quilombolas, às comunidades indígenas, ao povo do interior do Brasil? Nós queremos chegar com o uniforme azul e amarelo dos Correios”, afirmou a ministra.
Iriny Lopes disse que tem o orgulho do Brasil estar entre as maiores economias do mundo, mas que é preciso que o País cresça socialmente tanto quanto a economia, com distribuição de renda e combate à pobreza. “É esse Brasil que queremos construir e cumprir com o nosso papel de ajudar o mundo. O Brasil hoje faz parte daqueles que irão dirigir o mundo, e eu espero que a gente o dirija para melhor, para a superação das desigualdades”, concluiu Iriny.


Taxa de desemprego fica em 5,8% em outubro, a menor para o mês desde 2002



A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país ficou em 5,8% em outubro. É a menor taxa para o mês desde 2002, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reformulou a Pesquisa Mensal de Emprego. Os dados divulgados hoje (24) mostram que a taxa apresentou leve queda em relação ao resultado de setembro (6%) e de outubro do ano passado (6,1%). 

Cerca de 1,4 milhão de pessoas estavam desocupadas no mês passado, enquanto 22,7 milhões de brasileiros trabalhavam. Na comparação com outubro de 2010, houve aumento de 1,5% no número de pessoas ocupadas (adicional de 336 mil trabalhadores) em 12 meses.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,1 milhões) não teve variação significativa em relação ao total de setembro. Na comparação com o de outubro de 2010, houve aumento de 7,4%, o que representou um adicional de 765 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano.
O rendimento médio real dos ocupados (R$ 1.612,70) também não variou na comparação com setembro e permaneceu estável ante outubro do ano passado. A massa de rendimento real (R$ 36,9 bilhões) ficou estável em relação a setembro. Na comparação com o valor registrado em outubro de 2010, houve alta de 0,9%.
As regiões metropolitanas analisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) não apresentaram variação significativa na taxa de desocupação na comparação com a de setembro. Já em relação à de outubro de 2010, houve queda de 2 pontos percentuais na região metropolitana de Recife e de 0,8 ponto percentual em Belo Horizonte e elevação de 0,7 ponto percentual em Porto Alegre. Nas demais, o índice ficou estável.
Agência Brasil                    

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Estados Unidos, o império em crise


Não há dúvida de que vivemos uma crise mundial de proporções ainda não devidamente dimensionadas, embora se perceba ser de longa duração, como recentemente foi destacada pela mestra Maria da Conceição Tavares. Quando uma nova onda chega até nós, até parece tratar-se de outra crise, como querem alguns, e não a mesma que explodiu em 2008, e que deixou o mundo aturdido. Trata-se, como me parece óbvio, da mesma crise, e não de outra. Uma crise que nasceu no coração do capitalismo, nos EUA e na Europa, e que decorre da financeirização do capital, da grande ciranda do capital financeiro, de uma acumulação capitalista que pretende prescindir da economia real. Deu no que deu. E as reações se sucedem. Me parece que como decorrência dela muita coisa mudará no mundo, não se sabe em que direção, nem se para pior ou para melhor. Dependerá, claro, da luta política em curso, da correlação de forças que se estabelecer na sequência.
O movimento que se desenvolve em Wall Street, a ocupação de Wall Street, talvez seja a mais simbólica das reações político-sociais. Ao proclamar que representa 98% dos americanos, aqueles que não têm nada a ver com a movimentação do capital financeiro, e que sofrem diretamente os efeitos dos jogos do cassino, aquele movimento simboliza um novo momento. Dois fatos parecem marcar os EUA e o mundo neste novo milênio - o 11 de setembro, em 2001, e agora esta, em 2011, a ocupação de Wall Street. Uma década passada, várias guerras, e, então, o sinal de que há algo de podre no reino, e não é na Dinamarca.
Não nos anima o raciocínio do fim iminente do capitalismo, sempre uma tentação nesses momentos, sempre um pensamento desejoso que nos ronda. Melhor raciocinar com Gramsci, pessimismo da inteligência, otimismo da vontade. Analisar a real correlação de forças e travar a luta política. Melhor raciocinar com a complexidade da crise, só comparável ao crack de 1929, e com as inevitáveis mudanças que ela deve provocar no mundo, inclusive mudanças no próprio jogo de poder mundial. Está evidente que as velhas potências, e os EUA em particular, dão claros sinais de decadência. Não é bom desconhecer que um Império em decadência, por ter força militar, como é o caso dos EUA, constitui sempre um perigo pela sua atitude beligerante. Os países emergentes, devem, por isso, insistir no caminho da paz para a solução dos conflitos mundiais.
A Grande Depressão de 1929, é bom lembrar, diferentemente da crise atual, encontrou uma liderança política à altura, Franklin Delano Roosevelt. O New Deal, que foi a resposta à crise do capitalismo de então, produziu um investimento maciço em obras públicas e promoveu a diminuição da jornada de trabalho para aumentar a oferta de empregos, a fixação do salário mínimo, a criação do seguro-desemprego e o seguro para os que tinham mais de 65 anos de idade. Ou seja, a solução localizou-se no Estado, no fortalecimento do Estado, que voltou-se para o fortalecimento da produção e a proteção do emprego. Hoje, quando se fala em enfrentamento da crise que se inicia em 2008, só se fala em amparar o capital financeiro, o real causador da tormenta.
Só se fala em socorro a bancos, não em ajuda aos trabalhadores ou incremento da produção. Nem nos EUA, nem na Europa. Obama, Sarkozi, Merkel ou Berlusconi não se debruçam sobre o significado da orgia financeira. Ao contrário, querem novamente fortalecer os reais causadores da crise, que voltariam à mesa do cassino, como se nada tivesse acontecido. Quando se falou em plebiscito na Grécia para ouvir a opinião da população, foi um deus-nos-acuda, e o governo teve que recuar por pressão das grandes potências. A população não pode e não deve ser consultada. Por tudo isso, pela conjuntura dramática, errática, vivida pelos países do capitalismo central, se tem dito, com propriedade, que os países emergentes têm muito a dizer ao mundo quanto à solução da crise, e Dilma o tem feito, quanto Lula o fez durante muitas intervenções.
E isso tem a ver com a política. Se analisamos os últimos anos na América do Sul, e em toda a América Latina, vamos observar um movimento claramente contrário ao neoliberalismo, com a emergência de governos reformistas e progressistas, de esquerda lato senso, que se opuseram e se opõem às políticas voltadas ao enfraquecimento do Estado e às políticas destinadas exclusivamente a favorecer os grandes grupos econômicos. Por conta das opções políticas, a América do Sul e a América Latina vem enfrentando transformações importantes, melhorias significativas na vida de seus povos, embora se saiba da longa caminhada que há pela frente no enfrentamento das desigualdades e da miséria no Continente.
Curioso observar, no Brasil, o discurso de oposição ao projeto da revolução democrática em curso desde 2003, quando Lula assumiu. Diante da crise mundial, ao tentar dar respostas, com seu núcleo de inteligência localizado no PSDB, ela insiste em manter e fortalecer as propostas neoliberais, que envolvem o enfraquecimento do Estado, privatização dos fundos públicos, privatização das estatais. Caracteriza-se como uma espécie de enclave do pensamento dominante americano e europeu na América do Sul, contrapondo-se ao pensamento progressista e reformador que tem hegemonizado o Continente.
Sabemos que a crise, sendo de longa duração, atingirá a América do Sul. O Brasil já está sentindo a chegada dela, e tomando as medidas para diminuir o impacto dessa chegada. O governo brasileiro sabe que não será deixando as políticas sociais de lado que irá enfrentá-la. São essas políticas sociais, distribuidoras de renda, que tem garantido, junto com a valorização inédita do salário mínimo, o dinamismo da economia e a continuidade da distribuição de renda.
O governo sabe que precisa estimular a produção, como vem fazendo, ao fortalecer a atividade industrial, ao manter um programa intenso de obras públicas, como o PAC, ao fortalecer o ensino tecnológico, ao dar prioridade à formação científica dos nossos jovens, ao destinar milhares de bolsas nas melhores universidades do mundo. O Estado ocupa um papel chave. A idéia de Estado-mínimo, tão presente no raciocínio dos pensadores do PSDB, é um desastre para o enfrentamento da crise. O que o pensamento tucano prega é a volta de uma concepção tipicamente neoliberal, sem preocupar-se obviamente com a geração de empregos, com a distribuição da renda, com o fortalecimento dos serviços públicos.
Corretamente, o governo da presidenta Dilma tem intensificado a política de incremento da produção, inclusive com a redução dos juros, medida correta, e reclamada há muito tempo. A queda dos juros deve continuar, e tal medida é parte da política de enfrentamento da crise. Volta-se a insistir, como o tem feito a presidenta, que não se deve perder de vista o grande objetivo de acabar com a miséria extrema em nosso País. O Brasil, desde 2002, tem recusado a idéia de que primeiro é preciso crescer para depois repartir a riqueza. É a política de distribuição de renda, de repartição da renda, que assegura o crescimento, a manutenção e ampliação do mercado de massas, e é nessa linha que o desenvolvimento brasileiro deve continuar nos próximos anos.
Emiliano José é jornalista, escritor, doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia. Artigo publicado no site da Carta Capital.

domingo, 20 de novembro de 2011

Brasileiro Também é Negro


Somos partes de um mesmo coração

         
 Dia da consciência negra, dia da consciência do Brasil, pois em um país que foi construído em sua grande parte por negros (46% da população), índios e mestiços, é lamentável, em minha opinião, que ainda tenhamos que falar em consciência negra, e ainda ver tão pouco espaço de destaque na sociedade como um todo, como se a cor da pele fosse uma barreira a mais que temos que superar.
                   Em uma sociedade onde temos exemplos fantásticos de negros que tiveram que superar estas barreiras, como Benedita da Silva, Joaquim Barbosa, Pelé, Milton Nascimento, Milton Gonçalves, Marcio de Souza, entre tantos outros que poderíamos citar. Em varias área negros executam com muitos sucessos excelentes cargos, porque não faz a menor diferença a cor, mas sim o caráter do individuo que torna alguém diferente.
                  Sei da importância deste dia, apoio a comemoração, mas ao mesmo tempo me envergonho, quando temos que ter um dia, não para comemorar, mas para conclamar a consciência da cor da pele. Principalmente em um país, onde a miscigenação é tão presente todos temos um traço negro em nós, independente da cor de nossa pele.
                  Mas assim como sonhei que um trabalhador operário poderia mudar um país, e se realizou, também sonho com o um dia em que o Dia da Consciência Negra será apenas um dia de festa, porque racismo no Brasil é uma atitude de ignorância com as próprias origens, aqui neste país se instalam povos de todos os lugares do mundo, somos tão hospitaleiros com os estrangeiros, e muitas vezes hostis com a nossa população.

sábado, 19 de novembro de 2011

Encontros de Lideranças


José Fritsch - Presidente Estadual  do PT


Foi realizado neste sábado dia 19/11, no hotel Himmelblu, em Blumenau/SC, o encontro de lideranças e presidentes do Partido dos Trabalhadores,  das regiões de abrangência, desde o litoral, na foz do  rio Itajaí, médio e alto vale do Itajaí, o encontro contou com a presença do Presidente Estadual, José Fritsch, membros da executiva estadual , Blumenau foi representado pelo vereador Vanderlei de Oliveira , Odair Andreani e a Edna Bastos, que embora seja da executiva estadual, milita em Blumenau, além é claro de nós representado o NEPEBNU.

Foi apresentado todo cronograma e a normas e regras definidas no 4º Congresso Nacional do PT, visando às eleições de 2012.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Programas de Saúde vão Reduzir Superlotação em Prontos-socorros


A presidente Dilma Rousseff disse que os programas SOS Emergência e Saúde em Casa terão como meta enfrentar dois dos principais problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais.

“Estamos, com eles, dando mais um passo para melhorar a qualidade da saúde pública e aumentar a eficiência do atendimento no Sistema Único de Saúde”, disse durante entrevista no programa semanal Café com a Presidenta, ao abordar as iniciativas lançadas no último dia 8.

O Melhor em Casa tem o objetivo de ampliar o atendimento domiciliar do SUS. A finalidade é que, até 2014, o programa tenha mil equipes de atenção domiciliar e 400 de apoio atuando em todo o país. O Ministério da Saúde vai investir R$ 1 bilhão para custear esse atendimento.

“Decidimos oferecer o tratamento domiciliar para humanizar o serviço público de saúde. Vamos atender, em suas próprias casas, os doentes crônicos, os pacientes que estão em recuperação de cirurgias e as pessoas em processo de reabilitação motora”, explicou Dilma.

O SOS Emergência começa com a participação de 11 hospitais, e a finalidade é melhorar a gestão e qualificar o atendimento nos prontos-socorros. Até 2014, a ação deve chegar às 40 maiores unidades do país. Dilma informou que haverá parceria com hospitais privados de excelência para o treinamento das equipes e a otimização da gestão das unidades selecionadas para integrar o SOS Emergência.

A presidente destacou o desafio do SUS de garantir atendimento público gratuito. “É uma tarefa enorme, mas vamos enfrentar esse desafio porque os brasileiros e as brasileiras merecem uma saúde de qualidade”.


Fonte: Jornal do Brasil

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dilma: "Brasil Sem Miséria já beneficiou 1,3 milhão de crianças"


O Plano Brasil Sem Miséria já permitiu a inclusão de 1,3 milhão de crianças no Bolsa Família, informou a presidente Dilma Rousseff na coluna "Conversa com a Presidenta", publicada nesta terça-feira (15) em jornais do Brasil e do exterior. Ela lembrou a importância do acesso das crianças ao programa de transferência de renda do governo uma vez que, da população extremamente pobre, 40% têm até 14 anos.
Em resposta à enfermeira Isabela Palmares, de Nova Friburgo (RJ), a presidente acrescentou que, nos primeiros cinco meses do plano, 180 mil famílias também entraram para o Bolsa Família. O governo, segundo a presidente Dilma, está ampliando os recursos para a agricultura familiar e, em novembro, 25 mil famílias de agricultores pobres já estão recebendo assistência técnica, inclusive sementes. Também neste mês, 7.526 famílias que vivem em florestas nacionais, reservas extrativistas e unidades de conservação estão recebendo o Bolsa Verde para que continuem a preservar estas áreas.
"Esses são alguns exemplos de ações que iniciamos nos primeiros cinco meses do Brasil Sem Miséria. O Plano envolve três linhas de atuação: transferência de renda, inclusão produtiva e acesso aos serviços públicos. Uma das ações estratégicas do Plano é a Busca Ativa. Significa que o Estado brasileiro é que está indo atrás das pessoas extremamente pobres."
A presidente Dilma também explicou ao produtor Luiz Augusto Lescura, de Cachoeira Paulista (SP), que o Ministério da Saúde vai criar, até 2014, 32 novos centros de radioterapia em todo o país, especialmente nas cidades do interior. O objetivo é ampliar e melhorar a qualidade do tratamento de câncer no SUS. Segundo ela, a medida integra o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama, que prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões nos próximos quatro anos. Só até o fim de 2011, o valor do investimento no setor de oncologia terá um aumento de 22% em relação ao ano passado.
"Com esses investimentos, estamos ampliando e qualificando a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõem o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. Atualmente, 300 mil pacientes já recebem assistência especializada e gratuita. Essa assistência é oferecida nos 276 serviços existentes - distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal - e vai desde consultas e exames a procedimentos cirúrgicos, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia. O tratamento do câncer, Luiz, é absoluta prioridade para nós, pois é a segunda causa de mortalidade no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares", disse.
Em resposta ao funcionário público Valdecir Pires da Hora, de Diadema (SP), que manifestou preocupação em relação aos direitos dos idosos no transporte público, Dilma explicou que o governo federal mantém à disposição de toda a população, através da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, o Disque 100 para receber denúncias de desrespeito aos direitos dos idosos. A ligação é gratuita.
"Sabemos que o crescimento econômico e as nossas políticas sociais estão contribuindo para aumentar a expectativa de vida das pessoas. Mas também temos a consciência de que as pessoas precisam viver mais e com qualidade, desfrutando de um envelhecimento ativo e saudável. Nos estados e municípios, os cidadãos podem participar e propor ações nos conselhos estaduais e municipais do Idoso", afirmou a presidente.
Segundo ela, entre os dias 23 e 25 de novembro será realizada em Brasília a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.
"Será um momento onde a sociedade brasileira vai tomar decisões para melhorar a vida das pessoas idosas em todo o país."
Fonte: Blog do Planalto

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Projeto Papai Noel dos Correios

Na manhã do dia 14/11/11, o Diretor Regional Márcio Miranda vestiu a camisa do Projeto Papai Noel dos Correios e concedeu uma entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, falando sobre este maravilhoso projeto que já tem 22 anos de história, e que só aqui no estado foram escritas 15.800 cartas, com o principal objetivo atingir as crianças mais carentes, como nosso Diretor disse: “Dar um presente para aquela criança que não vai receber nada. Fazer uma criança mais feliz.”
Fico plenamente orgulhosa em trabalhar nesta empresa que consegue ver além do seu horizonte, pois estas crianças são o futuro da nossa nação, fico mais esplandecente com a suma importância que o nosso Diretor Regional Márcio Miranda concede a este Projeto, pois são poucos os notórios de alma e coração.
Muitas vezes em nossas vidas damos pouca importância à felicidade do próximo, sem saber, que são estas pessoas que um dia que sabe, vão fazer a nossa felicidade, esta visão é provida de poucas pessoas, mas percebemos que sim temos em nossa liderança seres providos de uma enorme sensibilidade como nosso Diretor Márcio Mirada.
Agora cabe a cada um de nós embarcarmos neste projeto e adotar uma cartinha, pois pode custar tão pouco, como frisou o Márcio na entrevista, “dever ser um presente barato, carrinho, bola, boneca, mas fará toda diferença para aquela criança que não receberia nada”, portanto fazer uma criança feliz neste natal, nós podemos.
As cartinhas podem ser retiradas até dia 04/12/2011, em uma Agência dos Correios, e devolvida com o presente até dia 06/12/2011, na mesma unidade, que os Correios farão à entrega a criança destinada.


Rosana de Moura



Lançamento Projeto Papai Noel dos Correios
Lançamento Projeto Papai Noel dos Correios
Lançamento Projeto Papai Noel dos Correios
Lançamento Projeto Papai Noel dos Correios

domingo, 13 de novembro de 2011

A Mulher na Política


              O Partido dos Trabalhadores (PT) foi o primeiro do país a instituir o sistema de cotas na participação da militância feminina, isso já nos anos 90, agora em 2011, tornou-se novamente o primeiro partido no mundo a estabelecer a paridade (50% de participação) da presença das mulheres nos Cargos de Direção, Delegação e Cargos da Executiva. Dilma Roussef elegeu-se Presidente da República, cargo ocupado pela primeira vez por uma mulher no Brasil, isso é um marco na história democrática do país e na da luta feminina por igualdade social, mas as mulheres não conquistaram posição apenas na política, elas estão dirigindo empresas, ocupam espaço de destaque no telejornalismo e começam a aparecer até nos mais fechados redutos masculino.
                A força que a mulher tem na política brasileira é grande, capaz de fazer transformações significativas e elas têm feito, sabemos que são as mulheres as que mais sofrem com a pobreza, o analfabetismo, as falhas dos sistemas de saúde, os conflitos e a violência sexual, pois o eleitorado feminino é a maioria. O Brasil tem 5.565 municípios, na última eleição, apenas 6.498 vereadoras foram eleitas e 503 prefeitas eleitas ou reeleitas. Nas Assembléias Legislativas como exemplo Santa Catarina elegeu 04 Deputadas Estaduais das 40 cadeiras, isso representa 10% das mulheres no parlamento. Dos 27 Estados da Federação, apenas 04 governados por mulheres, no âmbito federal elas marcam presença com força para fazer o diferencial, o senado tem 81 senadores 08 são mulheres, na Câmara Federal dos 513 deputados 49 são mulheres, isso significa menos de 10%.
                Mulher que tenha fibra, que seja empreendedora, perseverante, que porte coragem, que nunca perca a possibilidade de sonhar, que tenha esperança e que sempre carregue em si a capacidade de lutar por uma sociedade onde todos tenham oportunidades iguais, sabemos que a mulher é especialmente interessada na construção de um mundo mais pacífico e seguro, pois quem gera a vida não aceita a violência como meio de solução de conflitos, porque lugar de mulher também é na política, é no poder, com igualdade, assim como todos os seguimentos da sociedade, e com estilo PT de governar.
       Rosana de Moura
Dilma Rousself


Ideli Salvatti


Ana Paula Lima

Rosana de Moura e Mariluci Deschamps

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Entrevista Exclusiva Com Presidente do PT Rui Falcão.

Ver. Vanio, Jefferson Forest, Ver. Vanderlei, Rui Falcão, Dep. Décio Lima, Dep. Ana Paula Lima e Vice-Pref. Gaspar Mariluci Deschamps.




Entrevista: Paulo Oliveira de Andrade e Rosana de Moura
Fotos: Marcos Rikel



Rui Goethe da Costa Falcão (Pitangui-MG26 de novembro de 1943) é um político brasileiro. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo em 1967. Foi um dos membros fundadores do PT. Ocupou o cargo de deputado estadual de São Paulo por duas vezes consecutivas, nas legislaturas de 1990 1994. Em 2000, tornou-se deputado federal pelo mesmo Estado, atualmente é presidente nacional do PT.


NEPEBNU: Como membro fundador do PT, como se sente com sua trajetória politica?

RUI FALCÃO: Sinto-me hoje muito feliz e muito orgulhoso também de ser Presidente do PT pela segunda vez, e agora melhor, porque da primeira fui interino quando o presidente Lula foi candidato em 1994, agora fui eleito por unanimidade pelo diretório, é um desfio muito grande, acho que este é o coroamento de minha militância que começou lá atrás em 1963 como estudante de faculdade de direito de São Paulo, então pra alguém que faz politica é militante e que ajudou a combater a ditadura, presidir o PT maior partido do pais uma referencia mundial de organização partidária, pra min isso ai é  coisa de muita felicidade muita alegria e muito orgulho também.


NEPEBNU: Em sua opinião, que levou o Lula a ser o presidente mais popular da história?

RUI FALCÃO: Em   primeiro lugar a história de vida dele, em segundo lugar sua determinação, sua coragem, sua capacidade de luta, seu carisma a sua facilidade de comunicação e o respeito imenso que ele tem pelo povo brasileiro e pela militância do PT.


NEPEBNU: Qual a maior ameaça que a oposição represente atualmente?

RUI FALCÃO: Eu acho que a ameaça da oposição hoje é a falta de projeto, a falta de projeto seria legitimo, eles ficam torcendo pra que a inflação volte pra que a crise atinja o Brasil, pra que a Presidenta Dilma não tenha o comportamento que tem tido, afastando ministros quando a denuncias comprovadas, quando eles tentam sem sucesso estabelecer uma contradição que não existe entre o Presidente Lula e Presidenta Dilma é essa a ameaça, eu preferiria que a oposição tivesse um programa um projeto.


NEPEBNU: Como viu a atuação política partidária na recente greve dos correios?

RUI FALCÃO: Eu acho que o PT procurou estabelecer uma mediação, o nosso governo através do presidente dos correios, ele atendeu a representação dos grevistas, aceitou a proposta econômica final que eles haviam apresentado, depois as assembleias talvez até porque a uma conjuntura eleitoral do ano que vem, as assembleias recusaram a proposta de conciliação que havia sido feita, posteriormente a própria justiça do trabalho reafirmou a proposta e a greve sessou, mas eu acho que, nós como orientação partidária devemos cada vez mais estimular a negociação o diálogo, porque não concordamos  com a ideia que se  derrote o movimento sindical nas greves.


NEPEBNU: Como avalia o início do governo Dilma, e sua atuação nos recentes episódios de denuncias contra membros do governo?

RUI FALCÃO: Eu acho que tem sido um começo de governo muito positivo, e ela tem sido coerente com os compromissos que firmou na campanha, ao dar continuidade nos principais programas do governo Lula, ao ampliar esses programas e criar novos, como é o caso agora do Pronatec, como foi o caso do Brasil sem miséria do Brasil maior, e no caso das mudanças ministeriais ela já havia dito na campanha que não admitiria mal feitos no governo, então ela tem dado direito de defesa, tem sustentado o principio da presunção de inocência, mas politicamente o ministro que esta sendo investigado, sendo denunciado ele fica um ministro fraco precisa ser substituído e as substituições têm sido dialogadas e tem mantido as representações partidárias que dão sustentação ao governo.


NEPEBNU: Qual sua expectativa para o PT dentro do senário eleitoral de 2012, e de forma pode influenciar em 2014?

RUI FALCÃO: Minha expectativa é muito otimista, por que tenho viajado o Brasil todo, tenho dialogado com os companheiros, com os dirigentes municipais, dirigentes estaduais, e a muita expectativa que a gente amplie o numero de prefeitura que governamos hoje, e que também cresçam nossas chapas de vereadores e vereadoras, se essa expectativa realmente se confirmar com a eleição de 2014, embora não haja uma relação direta, ela também vai ser facilitada pra nós.