O Plano Brasil Sem Miséria já permitiu a inclusão
de 1,3 milhão de crianças no Bolsa Família, informou a presidente Dilma
Rousseff na coluna "Conversa com a Presidenta", publicada nesta
terça-feira (15) em jornais do Brasil e do exterior. Ela lembrou a importância
do acesso das crianças ao programa de transferência de renda do governo uma vez
que, da população extremamente pobre, 40% têm até 14 anos.
Em resposta à
enfermeira Isabela Palmares, de Nova Friburgo (RJ), a presidente acrescentou
que, nos primeiros cinco meses do plano, 180 mil famílias também entraram para
o Bolsa Família. O governo, segundo a presidente Dilma, está ampliando os
recursos para a agricultura familiar e, em novembro, 25 mil famílias de
agricultores pobres já estão recebendo assistência técnica, inclusive sementes.
Também neste mês, 7.526 famílias que vivem em florestas nacionais, reservas
extrativistas e unidades de conservação estão recebendo o Bolsa Verde para que
continuem a preservar estas áreas.
"Esses são
alguns exemplos de ações que iniciamos nos primeiros cinco meses do Brasil Sem
Miséria. O Plano envolve três linhas de atuação: transferência de renda,
inclusão produtiva e acesso aos serviços públicos. Uma das ações estratégicas
do Plano é a Busca Ativa. Significa que o Estado brasileiro é que está indo
atrás das pessoas extremamente pobres."
A presidente Dilma
também explicou ao produtor Luiz Augusto Lescura, de Cachoeira Paulista (SP),
que o Ministério da Saúde vai criar, até 2014, 32 novos centros de radioterapia
em todo o país, especialmente nas cidades do interior. O objetivo é ampliar e
melhorar a qualidade do tratamento de câncer no SUS. Segundo ela, a medida
integra o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de
Colo de Útero e de Mama, que prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões nos próximos
quatro anos. Só até o fim de 2011, o valor do investimento no setor de
oncologia terá um aumento de 22% em relação ao ano passado.
"Com esses
investimentos, estamos ampliando e qualificando a assistência aos pacientes
atendidos nos hospitais públicos e privados que compõem o SUS, sobretudo para
os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia
aguda. Atualmente, 300 mil pacientes já recebem assistência especializada e
gratuita. Essa assistência é oferecida nos 276 serviços existentes -
distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal - e vai desde consultas e
exames a procedimentos cirúrgicos, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia. O
tratamento do câncer, Luiz, é absoluta prioridade para nós, pois é a segunda
causa de mortalidade no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças
cardiovasculares", disse.
Em resposta ao
funcionário público Valdecir Pires da Hora, de Diadema (SP), que manifestou
preocupação em relação aos direitos dos idosos no transporte público, Dilma
explicou que o governo federal mantém à disposição de toda a população, através
da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, o Disque 100 para receber
denúncias de desrespeito aos direitos dos idosos. A ligação é gratuita.
"Sabemos que o
crescimento econômico e as nossas políticas sociais estão contribuindo para
aumentar a expectativa de vida das pessoas. Mas também temos a consciência de
que as pessoas precisam viver mais e com qualidade, desfrutando de um
envelhecimento ativo e saudável. Nos estados e municípios, os cidadãos podem
participar e propor ações nos conselhos estaduais e municipais do Idoso",
afirmou a presidente.
Segundo ela, entre os
dias 23 e 25 de novembro será realizada em Brasília a 3ª Conferência Nacional
dos Direitos da Pessoa Idosa.
"Será um momento
onde a sociedade brasileira vai tomar decisões para melhorar a vida das pessoas
idosas em todo o país."
Fonte: Blog do
Planalto
