Segue Abaixo reportagem do Jornal Valor Econômico, onde mostra que nosso povo vem conquistando dignidade, com as politicas econômicas de nosso governo, ainda falta muito, mas estamos no caminho certo.
Renda
sobe e 2,2 milhões de lares saem do Bolsa Família
Por Luciano
Máximo | De São Paulo
Desde a criação do
Bolsa Família, no fim de 2003, até setembro deste ano, 5,856
milhões de famílias deixaram de receber os benefícios do programa.
Os motivos para a saída são diversos, mas cerca de 40% dos
ex-beneficiários, ou 2,227 milhões de lares, fazem parte de núcleos
familiares que aumentaram sua renda per capita e não se enquadram
mais na atual faixa de pagamento do benefício - renda mensal em
grupos de até R$ 70 por pessoa ou rendimento individual mensal de R$
70 a R$ 140.
Esse
universo é composto principalmente por pessoas que foram
beneficiadas pela atual política de valorização do salário
mínimo. Elas conseguiram emprego formal, montaram negócios próprios
ou foram alcançadas pela aposentadoria rural ou Benefício de
Prestação Continuada da Assistência Social, que paga um salário
mínimo para ex-trabalhadores rurais, idosos e deficientes.
Boa
parte dos casos, porém, retrata o esforço bem-sucedido de melhoria
da renda. Roseana Cipriano de Lima, de 42 anos, recebia cerca de R$
100 mensais do programa desde 2003. Moradora de Juazeirinho (PB), a
250 quilômetros de João Pessoa, ela usava o benefício para
complementar a aposentadoria da mãe, cega. Nos últimos meses,
começou a poupar R$ 20 por mês graças à tarifa social de água e
energia elétrica, fez um empréstimo de R$ 500 com o irmão e abriu
um mercadinho. "Estamos indo bem, já devolvi o dinheiro do meu
irmão, o cartão do Bolsa Família e dá para tirar uns R$ 600
livres por mês. À vista do que era antes, estamos ricas",
brinca.
Outras
razões justificam o cancelamento dos benefícios no período, como o
não cumprimento de condicionalidades na área de educação e saúde
(117 mil famílias), revisão cadastral não concluída (613,1 mil
famílias) e até decisões judiciais.
O
número de famílias assistidas, porém, não mudou e oscila há três
anos entre 12,3 milhões e 12,8 milhões, diz Lena Lavinas, do
Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "O
país tem mais de 16 milhões abaixo da linha de indigência [renda
per capita mensal de R$ 1 a R$ 70], o que revela que a cobertura do
Bolsa Família está aquém da demanda", conclui.