sábado, 6 de abril de 2013

Vereador Jefferson Forest analisa a reforma política


          

  No dia 09 ou 10 de abril, a Câmara dos Deputados vai votar alguns pontos da reforma política brasileira. “São propostas que mudam o sistema eleitoral, que é frágil, atrasado e não vai ao encontro dos programas partidários”, explicou o vereador Jefferson Forest (PT). Ao todo, o país possui 30 partidos. “Mas quantos tem ideologia? Não sei se preenchemos uma mão”, disse.
            A Câmara votará três pontos principais da proposta. Um deles é o fim das coligações proporcionais. “O partido no Brasil virou negócio. Esta é a verdade”, considerou. Outra questão analisada será o voto em lista. “A sociedade olha pro emaranhado de partidos e não visualiza a questão ideológica de todos eles. Nas eleições proporcionais, os principais adversários se dão na própria coligação. Vai tornar a eleição mais forte”.
            Par o petista, a constituinte exclusiva é a única forma de fazer uma reforma profunda, mas o problema é o sistema. “O financiamento privado de campanhas é a base da corrupção. Todos os candidatos que se submetem a dinheiro de empreiteira na campanha vão ter que prestar favores depois. O financiamento público não permite que os interesses das empresas cheguem ao poder público desta forma”.
            Para a reforma ser aprovada, são necessários 308 votos. “Sei que é difícil. Mexe com os interesses, mas é, sem dúvida, a reforma mais importante do país”.